Viver a vida é muito dificil. Quando se pensa que aprendeu, voce morre. Cristina Danois
sexta-feira, 20 de abril de 2012
domingo, 25 de março de 2012
Um mundo de petróleo cada vez mais difícil
Um mundo de petróleo cada vez mais difícil
Os preços do petróleo agora estão mais altos do que alguma vez estiveram – excepto nuns poucos momentos frenéticos antes do colapso econômico global de 2008. Muitos factores imediatos estão a contribuir para esta alta, incluindo ameaças do Irão de bloquear o trânsito de petróleo no Golfo Pérsico, temores de uma nova guerra no Médio Oriente e perturbações na Nigéria, rica em petróleo. Algumas destas pressões podem diminuir nos meses pela frente, proporcionando alívio temporário na bomba de gasolina. Mas a causa principal dos preços mais elevados – uma mudança fundamental na estrutura da indústria petrolífera – não pode ser revertida e, assim, os preços do petróleo estão destinados a permaneceram altos por um longo tempo daqui para a frente.
Em termos de energia, estamos agora a entrar num mundo cuja natureza implacável ainda tem de ser plenamente apreendida. Esta mutação essencial foi provocada pelo desaparecimento do petróleo relativamente acessível e barato – o "petróleo fácil", na linguagem dos analistas da indústria. Por outras palavras, a espécie de petróleo que impulsionou uma expansão vertiginosa da riqueza global ao longo dos últimos 65 anos, bem como a criação de infindáveis comunidades suburbanas orientadas para o carro. Este petróleo está agora quase acabado.
O mundo ainda dispõe de grandes reservas de petróleo, mas estas são difíceis de alcançar, difíceis de refinar, a variedade "petróleo árduo". A partir de agora, todo barril que consumirmos será mais custoso para extrair, mais custoso para refinar – e, assim, mais caro na bomba de gasolina.
Aqueles que afirmam que o mundo permanece "inundados" de petróleo estão tecnicamente corretos: o planeta ainda dispõe de vastas reservas. Mas os propagandistas da indústria petrolífera geralmente deixam de enfatizar que nem todos os reservatórios de petróleo são semelhantes: alguns estão localizados próximos à superfície ou próximos à costa e estão contidos em rocha porosa; outros estão localizados no subsolo profundo, no offshore distante, ou presos em formações rochosas inflexíveis. Os sítios anteriores são relativamente fáceis de explorar e proporcionam um combustível líquido que pode ser prontamente refinado em líquidos utilizáveis; os segundos só podem ser explorados através de técnicas custosas, ambientalmente arriscadas e muitas vezes resultam num produto que deve ser fortemente processado antes que a refinação possa sequer começar.
A simples verdade sobre o assunto é esta: a maior parte das reservas fáceis do mundo já foram esgotadas – excepto aquelas em países espinhosos como o Iraque. Virtualmente todo o petróleo que resta está contido em reservas mais difíceis de serem atingidas. Isto inclui o petróleo do offshore profundo, o petróleo do Árctico e o petróleo de xisto, juntamente com as "areias betuminosas" do Canadá – as quais não são compostas de petróleo de modo algum, mas sim de lama, areia e alcatrão semelhante a betume. As chamadas reservas não convencionais destes tipos podem ser exploradas, mas muitas vezes a um preço desconcertante, não apenas em dólares mas também em danos para o ambiente.
No negócio do petróleo, esta realidade foi reconhecida primeiramente pelo presidente e CEO da Chevron, David O'Reilly, numa carta de 2005 publicada em muitos jornais americanos. "Uma coisa é clara", escreveu ele, "a era do petróleo fácil está acabada". Não só muitos dos campos existentes estavam em declínio, observou ele, como "novas descobertas de energia estão a ocorrer principalmente em lugares onde os recursos são difíceis de extrair, fisicamente, economicamente e mesmo politicamente".
Nova prova desta mutação foi proporcionada pela Agência Internacional de Energia (IEA) numa revisão de 2010 das perspectivas do petróleo mundial. Na preparação deste relatório a agência examinou os rendimentos históricos dos maiores campos produtores do mundo – o "petróleo fácil" sobre o qual o mundo ainda repousa para o grosso da sua energia de forma esmagadora. Os resultados foram espantosos: esperava-se que aqueles campos perdessem três quartos da sua capacidade produtiva ao longo dos 25 anos seguintes, eliminando 52 milhões de barris de petróleo por dia da oferta mundial, ou cerca de 75% a atual produção mundial. As implicações eram estarrecedoras: ou descobrir petróleo novo para substituir aqueles 52 milhões de barris/dia a Era do Petróleo chegará logo a um fim e a economia mundial entraria em colapso.
Naturalmente, como a IEA tornou claro em 2010, haverá novo petróleo, mas só da variedade difícil que exigirá um preço de todos nós – e do planeta, também. Para apreender as implicações da nossa crescente dependência do petróleo difícil, vale a pena dar uma olhadela a alguns dos mais apavorantes pontos sobre a Terra. Assim, apertem os vossos cintos de segurança: primeiro estamos a ir para o mar para examinar o "prometedor" novo mundo do petróleo do século XXI.
Petróleo de águas profundas
As companhias de petróleo têm estado a perfurar em áreas offshore desde há algum tempo, especialmente no Golfo do México e no Mar Cáspio. Até recentemente, contudo, tais esforços verificavam-se invariavelmente em águas relativamente rasas – umas poucas centenas de metros, na maior parte – o que permitia às companhias utilizarem perfuradores convencionais montados sobre colunas extensas. A perfuração em águas profundas, em profundidades que ultrapassam os 300 metros, é um assunto inteiramente diferente. Ela requer plataformas de perfuração especializadas, refinadas e imensamente custosas que podem custar milhares de milhões de dólares para produzir.
A Deepwater Horizon, destruída no Golfo do México em Abril de 2010 devido a uma explosão catastrófica, é bastante típica deste fenômeno. O vaso foi construído em 2001 por uns US$500 milhões e custa cerca de US$1 milhão por dia conservar e manter. Parcialmente devido a estes altos custos, a BP estava com pressa de acabar o trabalho do seu malfadado furo Macondo e mover a Deepwater Horizon para outro local de perfuração. Tais considerações financeiras, acreditam muitos analistas, explicam a pressa com a qual a tripulação do vaso selou o furo – levando a uma fuga de gases explosivos dentro do povo e a explosão resultante. A BP agora terá de pagar algo para além de US$30 bilhões para atender as todas as reclamações pelo dano feito com a sua fuga de petróleo maciça.
A seguir ao desastre, a administração Obama impôs uma proibição temporária à perfuração no offshore profundo. Mal se passaram dois anos, a perfuração nas águas profundas do Golfo está outra vez em níveis de pré desastre. O presidente Obama também assinou um acordo com o México que permitia perfurar na parte mais profunda do Golfo, ao longo da fronteira marítima estado-unidense-mexicana.
Enquanto isso, a perfuração em águas profundas está a ganhar velocidade alhures. O Brasil, por exemplo, movimenta-se para explorar seus campos "pré sal" (assim chamados porque jazem abaixo de uma camada de sal) nas águas do Oceano Atlântico muito longe da costa do Rio de Janeiro. Novos campos offshore estão analogamente a ser desenvolvidos nas águas profundas do Gana, Serra Leoa e Libéria.
Em 2020, diz o analista de energia John Westwood, estes campos de águas profundas fornecerão 10% do petróleo mundial, quando eram apenas 1% em 1995. Mas este acréscimo de produção não sairá barato: a maior parte destes novos campos custará dezenas ou centenas de milhares de milhões de dólares para desenvolver e só se demonstrará lucrativo desde que o petróleo continue a ser vendido por US$90 ou mais por barril.
Os campos offshore do Brasil, considerados por alguns peritos como as mais prometedoras novas descobertas deste século, demonstrar-se-ão especialmente caras porque jazem sob 2400 metros de água e 4000 metros de areia, rocha e sal. Serão necessários os mais avançados e custosos equipamentos de perfuração do mundo – alguns deles ainda a serem desenvolvidos. A Petrobras, a empresa de energia controlada pelo estado, já comprometeu US$53 bilhões para o projecto em 2011-2015 e a maior parte do analistas acredita que isto será apenas um modesto pagamento inicial de um estarrecedor preço final.
Petróleo árctico
Espera-se que o Árctico proporcione uma fatia significativa da futura oferta mundial. Até recentemente, a produção no extremo Norte fora muito limitada. Excepto na área de Prudhoe Bay no Alasca e num certo número de campos na Sibéria, as grandes companhias tem geralmente evitado a região. Mas agora, ao verem poucas outras opções, elas estão a preparar-se para grandes investidas num Árctico em fusão.
De qualquer perspectiva, o Árctico é o último lugar para se querer ir a fim de furar por petróleo. As tempestades são frequentes e as temperaturas no Inverno mergulham muito abaixo do ponto de congelamento. A maior parte do equipamento comum não operará sob estas condições. São necessários substitutivos especializados (e custosos). As equipes de trabalho não podem viver na região por muito tempo. A maior parte dos abastecimentos – comida, combustível, materiais de construção – devem ser trazidos de milhares de quilômetros a um custo fenomenal.
Mas o Árctico tem os seus atrativos: milhares de milhões de barris de petróleo inexplorado. Segundo o U.S. Geological Survey (USGS), a área Norte do Círculo Árctico, com apenas 6% da superfície do planeta, contém uma estimativa de 13% do seu petróleo remanescente (e ainda maior fatia do seu gás natural não desenvolvido) – números com que nenhuma outra região pode competir.
Sobrando poucos lugares para ir, as grandes empresas de energia agora estão a preparar-se para uma corrida a fim de explorar as riquezas do Árctico. Neste Verão, espera-se que a Royal Dutch Shell comece furos de teste em porções dos Mares Beauforte Chukchi, ao Norte do Alasca (a administração Obama ainda conceder as autorizações finais de operação para estas actividades, mas espera-se a aprovação). Ao mesmo tempo, a Statoil e outras firmas planeiam perfurar no Mar de Barents, ao Norte da Noruega.
Com estes cenários energéticos extremos, o aumento da produção no Árctico impulsionará significativamente os custos operacionais das companhias de petróleo. A Shell, por exemplo, já gastou US$4 bilhões só nos preparativos para furos de teste no offshore do Alasca, sem produzir um único barril de petróleo. O desenvolvimento em plena escala nesta região ecologicamente frágil, tenazmente contrariado por ambientalista e povos nativos locais, multiplicará este número muitas vezes mais.
Areias betuminosas e petróleo pesado
Espera-se que outra fatia significativa do futuro abastecimento mundial de petróleo venha das areias betuminosas do Canadá (também chamadas "areias petrolíferas) e do petróleo super-pesado da Venezuela. Nada disto é petróleo tal como é normalmente entendido. Não sendo líquidos nos seu estado natural, eles não podem ser extraídos pelos materiais de furação tradicionais, mas existem em grande abundância. Segundo o USGS, as areias betuminosas do Canadá contêm o equivalente a 1,7 trilhões de barris de petróleo convencional (líquido), ao passo que os depósitos de petróleo pesado da Venezuela dizem abrigar outro trilhão de petróleo equivalente – embora nem tudo seja considerado "recuperável" com a tecnologia existente.
Aqueles que afirmam que a Era do Petróleo está longe de ultrapassada apontam estas reservas como prova de que o mundo ainda pode extrair imensas quantidades de combustíveis fósseis inexplorados. E certamente é concebível que, com a aplicação de tecnologias avançadas e uma indiferença total para com as consequências ambientais, estes recursos na verdade serão colhidos. Mas não é petróleo fácil.
Até agora, as areias betuminosas do Canadá foram obtidas através de um processo análogo à mineração a céu aberto, utilizando pás monstruosas para arrancar uma mistura de areia e betume do solo. Mas a maior parte do betume próximo à superfície nas areias betuminosas ricas da província de Alberta foram exauridas, o que significa que toda extracção futura exigirá um processo muito mais complexo e custoso. Terá de ser injectado vapor nas concentrações mais profundas para fundir o betume e permitir a sua recuperação através de bombas maciças. Isto exige um investimento colossal em infraestrutura e energia, bem como a construção de instalações de tratamento para todos os resíduos tóxicos resultantes. Segundo o Canadian Energy Research Institute, o pleno desenvolvimento das areias petrolíferas de Alberta exigiria um investimento mínimo de US$218 bilhões ao longo dos próximos 25 anos, não incluindo o custo de construir oleodutos para os Estados Unidos (tal como o proposto Keystone XL) para processamento em refinarias estado-unidenses.
O desenvolvimento do petróleo pesado da Venezuela exigirá investimento numa escala comparável. Acredita-se que o cinturão do Orenoco, uma concentração especialmente densa de petróleo pesado adjacente ao Rio Orenoco contenha reservas recuperáveis de 513 bilhões de barris de petróleo – talvez a maior fonte de petróleo inexplorado do planeta. Mas converter esta forma de betume semelhante a melaço num combustível líquido excede em muito a capacidade técnica ou os recursos financeiros da companhia estatal, Petróleos de Venezuela SA. Consequentemente, ela está agora à procura de parceiros estrangeiros dispostos a investir os US$10 a 20 bilhões necessários apenas para construir as instalações necessárias.
Os custos ocultos
Reservas difíceis como esta proporcionarão a maior parte do novo petróleo do mundo nos próximos anos. Uma coisa é clara: mesmo se puderem substituir o petróleo fácil nas nossas vidas, o custo de tudo o que está relacionado com petróleo – seja a gasolina na bomba, produtos com base no petróleo, fertilizantes, tudo por toda a parte das nossas vidas – está em vias de ascender. Habitue-se a isto. Se as coisas decorrerem como se planeia atualmente, estaremos pendurados no big oil nas próximas décadas.
E estes são apenas os custos mais óbvios numa situação em que abundam custos ocultos, especialmente para o ambiente. Tal como no desastre do Deepwater Horizon, a extração em áreas do offshore profundo e em outras localizações geográficas extremas garantirá riscos ambientais sempre maiores. Afinal de contas, aproximadamente 22 milhões de litros de petróleo foram despejados no Golfo do México, graças à negligência da BP, provocando danos extensos a animais marinhos e ao habitat costeiro.
Recordar que, por mais catastrófico que fosse, ele ocorreu no Golfo do México, onde podiam ser mobilizadas forças amplas para a limpeza e a capacidade de recuperação do ecossistema era relativamente robusta. O Árctico e a Gronelândia representam um risco diferente, dado a sua distância das capacidades de recuperação estabelecidas e a extrema vulnerabilidade dos seus ecossistemas. Os esforços para restaurar tais áreas na sequência de fugas de petróleo maciças custariam muitas vezes os US$30 a 40 bilhões que a BP pretende pagar pelo danos do Deepwater Horizon e serão muito menos eficazes.
Além de tudo isto, muitos dos campos de petróleo difícil mais prometedores estão na Rússia, na bacia do Mar Cáspio, e em áreas conflituosas da África. Para operar nestas áreas, companhias de petróleo serão confrontadas não só com os custos previsivelmente altos da extração como também com custos adicionais envolvendo sistemas locais de suborno e extorsão, sabotagem por grupos de guerrilha e as consequências de conflitos civis.
E não esquecer o custo final: Se todos estes barris de petróleo e substâncias afins do petróleo forem realmente produzidos a partir dos menos convidativos lugares neste planeta, então nas próximas décadas continuaremos a queimar combustíveis fósseis maciçamente, criando sempre mais gases com efeito estufa como se não houvesse amanhã. E aqui está a triste verdade: se prosseguirmos no caminho do petróleo difícil ao invés de investirmos maciçamente em energias alternativas, podemos excluir qualquer esperança de impedir as mais catastróficas consequências de um planeta mais quente e mais turbulento.
Em termos de energia, estamos agora a entrar num mundo cuja natureza implacável ainda tem de ser plenamente apreendida. Esta mutação essencial foi provocada pelo desaparecimento do petróleo relativamente acessível e barato – o "petróleo fácil", na linguagem dos analistas da indústria. Por outras palavras, a espécie de petróleo que impulsionou uma expansão vertiginosa da riqueza global ao longo dos últimos 65 anos, bem como a criação de infindáveis comunidades suburbanas orientadas para o carro. Este petróleo está agora quase acabado.
O mundo ainda dispõe de grandes reservas de petróleo, mas estas são difíceis de alcançar, difíceis de refinar, a variedade "petróleo árduo". A partir de agora, todo barril que consumirmos será mais custoso para extrair, mais custoso para refinar – e, assim, mais caro na bomba de gasolina.
Aqueles que afirmam que o mundo permanece "inundados" de petróleo estão tecnicamente corretos: o planeta ainda dispõe de vastas reservas. Mas os propagandistas da indústria petrolífera geralmente deixam de enfatizar que nem todos os reservatórios de petróleo são semelhantes: alguns estão localizados próximos à superfície ou próximos à costa e estão contidos em rocha porosa; outros estão localizados no subsolo profundo, no offshore distante, ou presos em formações rochosas inflexíveis. Os sítios anteriores são relativamente fáceis de explorar e proporcionam um combustível líquido que pode ser prontamente refinado em líquidos utilizáveis; os segundos só podem ser explorados através de técnicas custosas, ambientalmente arriscadas e muitas vezes resultam num produto que deve ser fortemente processado antes que a refinação possa sequer começar.
A simples verdade sobre o assunto é esta: a maior parte das reservas fáceis do mundo já foram esgotadas – excepto aquelas em países espinhosos como o Iraque. Virtualmente todo o petróleo que resta está contido em reservas mais difíceis de serem atingidas. Isto inclui o petróleo do offshore profundo, o petróleo do Árctico e o petróleo de xisto, juntamente com as "areias betuminosas" do Canadá – as quais não são compostas de petróleo de modo algum, mas sim de lama, areia e alcatrão semelhante a betume. As chamadas reservas não convencionais destes tipos podem ser exploradas, mas muitas vezes a um preço desconcertante, não apenas em dólares mas também em danos para o ambiente.
No negócio do petróleo, esta realidade foi reconhecida primeiramente pelo presidente e CEO da Chevron, David O'Reilly, numa carta de 2005 publicada em muitos jornais americanos. "Uma coisa é clara", escreveu ele, "a era do petróleo fácil está acabada". Não só muitos dos campos existentes estavam em declínio, observou ele, como "novas descobertas de energia estão a ocorrer principalmente em lugares onde os recursos são difíceis de extrair, fisicamente, economicamente e mesmo politicamente".
Nova prova desta mutação foi proporcionada pela Agência Internacional de Energia (IEA) numa revisão de 2010 das perspectivas do petróleo mundial. Na preparação deste relatório a agência examinou os rendimentos históricos dos maiores campos produtores do mundo – o "petróleo fácil" sobre o qual o mundo ainda repousa para o grosso da sua energia de forma esmagadora. Os resultados foram espantosos: esperava-se que aqueles campos perdessem três quartos da sua capacidade produtiva ao longo dos 25 anos seguintes, eliminando 52 milhões de barris de petróleo por dia da oferta mundial, ou cerca de 75% a atual produção mundial. As implicações eram estarrecedoras: ou descobrir petróleo novo para substituir aqueles 52 milhões de barris/dia a Era do Petróleo chegará logo a um fim e a economia mundial entraria em colapso.
Naturalmente, como a IEA tornou claro em 2010, haverá novo petróleo, mas só da variedade difícil que exigirá um preço de todos nós – e do planeta, também. Para apreender as implicações da nossa crescente dependência do petróleo difícil, vale a pena dar uma olhadela a alguns dos mais apavorantes pontos sobre a Terra. Assim, apertem os vossos cintos de segurança: primeiro estamos a ir para o mar para examinar o "prometedor" novo mundo do petróleo do século XXI.
Petróleo de águas profundas
As companhias de petróleo têm estado a perfurar em áreas offshore desde há algum tempo, especialmente no Golfo do México e no Mar Cáspio. Até recentemente, contudo, tais esforços verificavam-se invariavelmente em águas relativamente rasas – umas poucas centenas de metros, na maior parte – o que permitia às companhias utilizarem perfuradores convencionais montados sobre colunas extensas. A perfuração em águas profundas, em profundidades que ultrapassam os 300 metros, é um assunto inteiramente diferente. Ela requer plataformas de perfuração especializadas, refinadas e imensamente custosas que podem custar milhares de milhões de dólares para produzir.
A Deepwater Horizon, destruída no Golfo do México em Abril de 2010 devido a uma explosão catastrófica, é bastante típica deste fenômeno. O vaso foi construído em 2001 por uns US$500 milhões e custa cerca de US$1 milhão por dia conservar e manter. Parcialmente devido a estes altos custos, a BP estava com pressa de acabar o trabalho do seu malfadado furo Macondo e mover a Deepwater Horizon para outro local de perfuração. Tais considerações financeiras, acreditam muitos analistas, explicam a pressa com a qual a tripulação do vaso selou o furo – levando a uma fuga de gases explosivos dentro do povo e a explosão resultante. A BP agora terá de pagar algo para além de US$30 bilhões para atender as todas as reclamações pelo dano feito com a sua fuga de petróleo maciça.
A seguir ao desastre, a administração Obama impôs uma proibição temporária à perfuração no offshore profundo. Mal se passaram dois anos, a perfuração nas águas profundas do Golfo está outra vez em níveis de pré desastre. O presidente Obama também assinou um acordo com o México que permitia perfurar na parte mais profunda do Golfo, ao longo da fronteira marítima estado-unidense-mexicana.
Enquanto isso, a perfuração em águas profundas está a ganhar velocidade alhures. O Brasil, por exemplo, movimenta-se para explorar seus campos "pré sal" (assim chamados porque jazem abaixo de uma camada de sal) nas águas do Oceano Atlântico muito longe da costa do Rio de Janeiro. Novos campos offshore estão analogamente a ser desenvolvidos nas águas profundas do Gana, Serra Leoa e Libéria.
Em 2020, diz o analista de energia John Westwood, estes campos de águas profundas fornecerão 10% do petróleo mundial, quando eram apenas 1% em 1995. Mas este acréscimo de produção não sairá barato: a maior parte destes novos campos custará dezenas ou centenas de milhares de milhões de dólares para desenvolver e só se demonstrará lucrativo desde que o petróleo continue a ser vendido por US$90 ou mais por barril.
Os campos offshore do Brasil, considerados por alguns peritos como as mais prometedoras novas descobertas deste século, demonstrar-se-ão especialmente caras porque jazem sob 2400 metros de água e 4000 metros de areia, rocha e sal. Serão necessários os mais avançados e custosos equipamentos de perfuração do mundo – alguns deles ainda a serem desenvolvidos. A Petrobras, a empresa de energia controlada pelo estado, já comprometeu US$53 bilhões para o projecto em 2011-2015 e a maior parte do analistas acredita que isto será apenas um modesto pagamento inicial de um estarrecedor preço final.
Petróleo árctico
Espera-se que o Árctico proporcione uma fatia significativa da futura oferta mundial. Até recentemente, a produção no extremo Norte fora muito limitada. Excepto na área de Prudhoe Bay no Alasca e num certo número de campos na Sibéria, as grandes companhias tem geralmente evitado a região. Mas agora, ao verem poucas outras opções, elas estão a preparar-se para grandes investidas num Árctico em fusão.
De qualquer perspectiva, o Árctico é o último lugar para se querer ir a fim de furar por petróleo. As tempestades são frequentes e as temperaturas no Inverno mergulham muito abaixo do ponto de congelamento. A maior parte do equipamento comum não operará sob estas condições. São necessários substitutivos especializados (e custosos). As equipes de trabalho não podem viver na região por muito tempo. A maior parte dos abastecimentos – comida, combustível, materiais de construção – devem ser trazidos de milhares de quilômetros a um custo fenomenal.
Mas o Árctico tem os seus atrativos: milhares de milhões de barris de petróleo inexplorado. Segundo o U.S. Geological Survey (USGS), a área Norte do Círculo Árctico, com apenas 6% da superfície do planeta, contém uma estimativa de 13% do seu petróleo remanescente (e ainda maior fatia do seu gás natural não desenvolvido) – números com que nenhuma outra região pode competir.
Sobrando poucos lugares para ir, as grandes empresas de energia agora estão a preparar-se para uma corrida a fim de explorar as riquezas do Árctico. Neste Verão, espera-se que a Royal Dutch Shell comece furos de teste em porções dos Mares Beauforte Chukchi, ao Norte do Alasca (a administração Obama ainda conceder as autorizações finais de operação para estas actividades, mas espera-se a aprovação). Ao mesmo tempo, a Statoil e outras firmas planeiam perfurar no Mar de Barents, ao Norte da Noruega.
Com estes cenários energéticos extremos, o aumento da produção no Árctico impulsionará significativamente os custos operacionais das companhias de petróleo. A Shell, por exemplo, já gastou US$4 bilhões só nos preparativos para furos de teste no offshore do Alasca, sem produzir um único barril de petróleo. O desenvolvimento em plena escala nesta região ecologicamente frágil, tenazmente contrariado por ambientalista e povos nativos locais, multiplicará este número muitas vezes mais.
Areias betuminosas e petróleo pesado
Espera-se que outra fatia significativa do futuro abastecimento mundial de petróleo venha das areias betuminosas do Canadá (também chamadas "areias petrolíferas) e do petróleo super-pesado da Venezuela. Nada disto é petróleo tal como é normalmente entendido. Não sendo líquidos nos seu estado natural, eles não podem ser extraídos pelos materiais de furação tradicionais, mas existem em grande abundância. Segundo o USGS, as areias betuminosas do Canadá contêm o equivalente a 1,7 trilhões de barris de petróleo convencional (líquido), ao passo que os depósitos de petróleo pesado da Venezuela dizem abrigar outro trilhão de petróleo equivalente – embora nem tudo seja considerado "recuperável" com a tecnologia existente.
Aqueles que afirmam que a Era do Petróleo está longe de ultrapassada apontam estas reservas como prova de que o mundo ainda pode extrair imensas quantidades de combustíveis fósseis inexplorados. E certamente é concebível que, com a aplicação de tecnologias avançadas e uma indiferença total para com as consequências ambientais, estes recursos na verdade serão colhidos. Mas não é petróleo fácil.
Até agora, as areias betuminosas do Canadá foram obtidas através de um processo análogo à mineração a céu aberto, utilizando pás monstruosas para arrancar uma mistura de areia e betume do solo. Mas a maior parte do betume próximo à superfície nas areias betuminosas ricas da província de Alberta foram exauridas, o que significa que toda extracção futura exigirá um processo muito mais complexo e custoso. Terá de ser injectado vapor nas concentrações mais profundas para fundir o betume e permitir a sua recuperação através de bombas maciças. Isto exige um investimento colossal em infraestrutura e energia, bem como a construção de instalações de tratamento para todos os resíduos tóxicos resultantes. Segundo o Canadian Energy Research Institute, o pleno desenvolvimento das areias petrolíferas de Alberta exigiria um investimento mínimo de US$218 bilhões ao longo dos próximos 25 anos, não incluindo o custo de construir oleodutos para os Estados Unidos (tal como o proposto Keystone XL) para processamento em refinarias estado-unidenses.
O desenvolvimento do petróleo pesado da Venezuela exigirá investimento numa escala comparável. Acredita-se que o cinturão do Orenoco, uma concentração especialmente densa de petróleo pesado adjacente ao Rio Orenoco contenha reservas recuperáveis de 513 bilhões de barris de petróleo – talvez a maior fonte de petróleo inexplorado do planeta. Mas converter esta forma de betume semelhante a melaço num combustível líquido excede em muito a capacidade técnica ou os recursos financeiros da companhia estatal, Petróleos de Venezuela SA. Consequentemente, ela está agora à procura de parceiros estrangeiros dispostos a investir os US$10 a 20 bilhões necessários apenas para construir as instalações necessárias.
Os custos ocultos
Reservas difíceis como esta proporcionarão a maior parte do novo petróleo do mundo nos próximos anos. Uma coisa é clara: mesmo se puderem substituir o petróleo fácil nas nossas vidas, o custo de tudo o que está relacionado com petróleo – seja a gasolina na bomba, produtos com base no petróleo, fertilizantes, tudo por toda a parte das nossas vidas – está em vias de ascender. Habitue-se a isto. Se as coisas decorrerem como se planeia atualmente, estaremos pendurados no big oil nas próximas décadas.
E estes são apenas os custos mais óbvios numa situação em que abundam custos ocultos, especialmente para o ambiente. Tal como no desastre do Deepwater Horizon, a extração em áreas do offshore profundo e em outras localizações geográficas extremas garantirá riscos ambientais sempre maiores. Afinal de contas, aproximadamente 22 milhões de litros de petróleo foram despejados no Golfo do México, graças à negligência da BP, provocando danos extensos a animais marinhos e ao habitat costeiro.
Recordar que, por mais catastrófico que fosse, ele ocorreu no Golfo do México, onde podiam ser mobilizadas forças amplas para a limpeza e a capacidade de recuperação do ecossistema era relativamente robusta. O Árctico e a Gronelândia representam um risco diferente, dado a sua distância das capacidades de recuperação estabelecidas e a extrema vulnerabilidade dos seus ecossistemas. Os esforços para restaurar tais áreas na sequência de fugas de petróleo maciças custariam muitas vezes os US$30 a 40 bilhões que a BP pretende pagar pelo danos do Deepwater Horizon e serão muito menos eficazes.
Além de tudo isto, muitos dos campos de petróleo difícil mais prometedores estão na Rússia, na bacia do Mar Cáspio, e em áreas conflituosas da África. Para operar nestas áreas, companhias de petróleo serão confrontadas não só com os custos previsivelmente altos da extração como também com custos adicionais envolvendo sistemas locais de suborno e extorsão, sabotagem por grupos de guerrilha e as consequências de conflitos civis.
E não esquecer o custo final: Se todos estes barris de petróleo e substâncias afins do petróleo forem realmente produzidos a partir dos menos convidativos lugares neste planeta, então nas próximas décadas continuaremos a queimar combustíveis fósseis maciçamente, criando sempre mais gases com efeito estufa como se não houvesse amanhã. E aqui está a triste verdade: se prosseguirmos no caminho do petróleo difícil ao invés de investirmos maciçamente em energias alternativas, podemos excluir qualquer esperança de impedir as mais catastróficas consequências de um planeta mais quente e mais turbulento.
De modo que, sim, há petróleo não convencional. Mas não, ele não será mais barato, não importa quanto haja. E, sim, as companhias de petróleo podem obtê-lo, mas olhando realisticamente quem o desejaria?
O original em inglês encontra-se em: www.tomdispatch.com
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
TST confirma invasão de privacidade
A 2ª turma do TST e consequentemente podemos dizer a Justiça brasileira, conseguiu mais uma vez prejudicar o cidadão comum, aquele mesmo que paga as regalias e mordomias ,das quais essa mesma justiça faz uso(leia a entrevista do Juiz Sartori na veja 2255 em veja). Ontem em uma decisão completamente absurda o ministro Renato de lacerda Paiva confundiu o público com o privado e decidiu que consultar o SPC e o SERASA por empregadores é legal. Seja como empregado ou empregador não vejo a mínima lógica nessa decisão. Se a pessoa está desempregada e está com o nome nos registros do SPC e do SERASA o que isso prova ? que ela é uma má pagadora ? Ora o que esperar de uma pessoa que está desempregada e que está a procura de emprego para se sustentar e sanar suas dívidas ? Que ela não esteja devendo ? Ao contrário dos ministros , funcionários públicos com salários de mais de 24 mil reais ( e acham que isso é pouco !) a maioria da população não tem estabilidade e salários astronômicos e estar no SPC e no SERASA não diz outra coisa a não ser que a pessoa está devendo a uma empresa privada. Aliás , como disse anteriormente , o ministro tornou o privado em público pois o SPC e o SERASA não são órgãos públicos e regulamentados, os projetos de lei para regulamentar o funcionamento dessas empresas tramitam há anos no legislativo e não são aprovados nunca, pois são alvos de eternas discussões . Essas empresas privadas, criadas pela iniciativa privada, para defender seus direitos de cobrança de dívida, Não são regulamentadas por nenhum orgão público, fazem o que querem e bem entendem e prestam um péssimo serviço a população. São eficientes e eficazes para seus patrões, as empresas que os criaram e que os sustentam. Podem incluir um registro em seus bancos de dados em 24 hrs e podem levar até 5 dias úteis para tira-lo, Já tive que esperar 72 horas uma ocasião, fato verídico. Pelo que eu saiba não existe nenhuma lei que diga que se seu nome estiver nos bancos de dados dessas empresas você é um criminoso. Quer dizer , estar com seu nome no SPC e no SERASA não te torna um criminoso , ao contrário do que pensa o excl. sr Juiz , que ao tomar sua decisão tornou ambos os fatos igualitários , quer dizer consultar o SPC e o SERASA vale tanto quanto consultar a Justiça. Quem deve é criminoso e deve ser punido ? Prendam todos, mas antes de começar pelo cidadão comum que tal começar pelas próprias empresas que sustentam o sistema SPC/SERASA. Visto que muitas delas devem para a previdência , devem ao governo , devem a outras empresas e etc. Pimenta nos olhos dos outros é refresco....
sábado, 21 de janeiro de 2012
Amigos e Poesia I
Nesta primeira quinzena de 2012 , nossas gárgulas tiveram o prazer de receber a visita diária de um novo grande amigo ,o poeta Arapey.
Luis Carlos De Arapey o Poeta da Integração do Cone sul , é uma destas pessoas que dá gosto de prosear , não somente pelo grande paixão poética mas também pela aula de humanidade e história que naturalmente emanam de sua persona.
Do auge dos seus 90 anos, Arapey é uma memória viva de um passado que nossos livros e nosso povo ou despreza ou não se interessa.
Lição de vida e sabedoria para todos, o poeta continua na ativa e nos brinda sempre com sua percepção aguçada e experiência de quem já passou por muitas e que jamais perdeu sua dignidade e ternura.
"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás !" acho que Guevara conversou com Arapey algum dia . Não me surpreenderia caso tal encontro fictício não fosse tão fictício assim !
Saludos amigo Arapey , a cultura vos saúda ! e que ambos, nós e a cultura possamos ainda continuar desfrutando de vossa amizade e companhia por mais tempo. Pessoas desse manancial fazem falta nesse deserto, terra árida, da cultura brasileña.
Siglos Nuevos
(Luis Carlos de Arapey)
Voces Profundas
Me pareció que todos los motivos estaban
agotados.
En el fondo de todas las expresiones veía la
muerte.
Qué solemnes las piedras silenciosas en la playa sonriente!
Bajo la sombra de un paraiso joven
Estuve atra vez con el viento
y alcancé el secreto de los siglos nuevos
© poemas de Arapey 1921-2001 (http://poeta-arapey.blogspot.com/)
Siglos Nuevos
(Luis Carlos de Arapey)
Voces Profundas
Me pareció que todos los motivos estaban
agotados.
En el fondo de todas las expresiones veía la
muerte.
Qué solemnes las piedras silenciosas en la playa sonriente!
Bajo la sombra de un paraiso joven
Estuve atra vez con el viento
y alcancé el secreto de los siglos nuevos
© poemas de Arapey 1921-2001 (http://poeta-arapey.blogspot.com/)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Fahrenheit 451' finally out as an e-book but by forceps !
Our forecasts continue to happen and if things continue like that something terrible bad is really going to happen. Fahrenheit 451 , a classic of Sci-fy that is more than ever up to date, it forecasted the end of reading and books (w/more burning madness as usual ) due to the advent of "alternative medias" ; But, detail: it was written in 1953 ! The author , Mr. Ray Bradbury, was highly against e-books,what is pretty obvious if you read F-451. But, due to what I considered a total lack of character of the publishing industry, he was simply forced to decline in order to survive. Yes man , sell yourself or die ! I don't condemn Mr.bradbury , his is 91. 91 and still having to deal with crapulas and menaces : "Or you accept our proposal ,and it means F-451 e-version too or noting else , even the regular edition. and don't even think to say that you will go somewhere else because we'll guarantee that somebody else will think twice before accept you in their portofolio. Afterall , the market is not so big like everybody thinks and you know, there are some gentlemen agreements between the five of us !, so if you dare, you're out !" That's simply unbelievable . The man is an old man now. Even if he has money, he isn't any forbes millionare and obvious , probably has a lot of expanses due to his age or wants to let something to his descendants, Anything like that. So I know he tried , but probably couldn't hold much longer. Now the game is becoming more clear to everyone. If you're an author don't even think in say no. If you are a reader , well even saying no they will push down your throat , or worst you son's. Mr.bradbury you did well. We can just thanks for the advise. Don't regret yourself , you work is done, you showed how the future could be and we know that it ain't a happy end. I still have my (printed) copy of F-451, and I will continue to have it , as all my books. You made it worth !
Where in the hell that something cool or good have to be imposed this way. There is something missing here , something is not smelling good and the 1% for sure has something to do with it. Knowledge is power and power is revolution ! Pretty dangerous.....
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
About Ebooks I
As times goes by , I see more and more "experts" in ebook market announcing the good news of this market and forecasting a bright future ahead. Reading Shatzkin blog article : "Four years into the ebook revolution: things we know and things we don’t know" I can see that there is mix of pseudo knowledge in publishing market with IT. The forecasts just count the publishing market indeed and takes in consideration that IT is just an insignificant part of the thing. Well let me tell you that things are just the opposite. When you enter in the tech world, IT passes to be everything. And talking about IT, I'm King. Regarding all this ebook euphoria , let me remember one thing to you. IT is the most non-perennial thing in the world. What's is newness tomorrow , today is surpassed. As soon as people start to discover that they will start to loose their ebooks for the same reason that they lost their computer files , the so exciting news will become non-grata news in a flash. If we talk about kids , things get worst. If parents start to give ebooks for their child what these kids will have for their future ? Outdated formats that doesn't work as file standards version get bigger ? Could you imagine a 7 yrs old child keeping his/her ebooks collection for a future son or daughter ? Oh pardon me , I forget that technology has this intrinsic characteristic of "lost", just to remember well let's refresh : 8mm,VHS,Tape-deck,Long-play (33 and 48 RPM),diskettes, just to name a number of formats that I remember and the huge amount of content not ported to the new formats. Do this people have any idea of the amount of knowledge lost with this ? Thousands of good work lost forever , I trying to save a small part of what I can so my son can have the privilege of listen, see and think what I saw and get enchanted with, so he can be changed by all this. And about this kids with their ebooks and mp3 files , what they will have for their children ? Culture is in serious danger , we are erasing a great part of our past in change for nothing. Money , All I see is a hunger for money and the 1% wanting to keep their place. As Humberto ecos says , there are some invents that are perfect. The wheel is one thing, the book is another. But we still have people trying to re-invent the wheel, as we still have people trying to re-invent the book. Life is an analogic thing and it always will be, thanks God for that ! because these ridiculous binary world is so limited that we have to compress our real world so it can "fit" in the digital life, so limited....
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
ANVISA PROIBE ALOE VERA MAS E OS TRANSGÊNICOS ?
Como já noticiado em todo lugar , a ANVISA ( versão brasileña do FDA) proibiu a aloe vera. Caso não saiba de mais essa brilhante decisão ainda veja(literal!) : http://veja.abril.com.br/noticia/saude/anvisa-proibe-alimentos-e-bebidas-a-base-de-aloe-vera . O que espanta não é a proibição , mas a justificativa : "...não há comprovação da segurança do uso do componente e nem registro para esse fim." Como assim "não há comprovação científica" ? Basta uma pequena pesquisa no google e tá la algumas centenas de estudos (tipo http://www.iasc.org/articles.html ) sobre as propriedades da Aloe Vera , nossa velha conhecida babosa. Se existe gente usando de má fé e dizendo que cura até câncer , aí é outra coisa. Processem esses elementos, mas não sei se chega a curar câncer, há pesquisas em andamento , mas que faz bem a saúde, faz. Que não tem contra indicação, não tem.Claro com exceção para os alérgicos mas isso não só com a aloe como para qualquer coisa. Se você é alérgico a uma determinada substância é claro que não vai usa-la, ora pois ! Uma lida em alguns desses estudos( ah desculpem a Anvisa, a maioria dos estudos está em Inglês e o pessoal de lá não deve saber ler esse idioma) e a desculpa vai para o ralo ! Mas aproveitando o ensejo , já que proibiram a aloe por falta de estudo , e os transgênicos ? Quando serão proibidos ? e o Round-up , Quando será proibido ? Tem estudo comprovando seus efeitos no corpo humano a longo prazo ou a quantidade de absorção do solo ou a contaminação dos lençóis d'água ou a contaminação da soja? Não tem, nem vai ter. Umas das empresas que mais comercializa a aloe no mundo, existe a 33 anos e nenhum , absolutamente nenhum caso sério de saúde decorrente do uso de seus produtos foi encontrado. Foi criada para comercializar um suco retirado da aloe que já era consumido desde sei lá... tempo dos faraós ? Nos EUA, França,Inglaterra, Japão e outros, seu consumo é totalmente liberado.Eu mesmo já usei aloe , ao natural inclusive, sem industrialização e nunca tive problemas. Agora vem algum "Nerson Carneiro, o cientista brasileiro" e diz que não tem comprovação científica ? Só acreditando que é muita ignorância mesmo , ou será que algo mais se esconde por trás de mais essa pérola da Anvisa ? Volto a perguntar e o Round-up quando será probido ?
Assinar:
Postagens (Atom)